Anderson Silva recebe suspensão de um ano e pode voltar em novembro

Nesta quarta-feira (18), a USADA (Agência Antidoping dos EUA) anunciou uma punição de um ano para o brasileiro Anderson Silva. Em comunicado oficial, a entidade revelou que o atleta aceitou um acordo, podendo voltar a partir do dia 11 de novembro, um ano depois de ter sido flagrado em exame antidoping.

O ex-campeão dos médios do UFC enfrentaria o americano Kelvin Gastelum no UFC Xangai, entretanto, duas semanas antes, a USADA divulgou o resultado positivo do brasileiro para metiltestosterona (testosterona sintética) e diurético (hidroclorotiazida).

No comunicado, a Agência revelou que os suplementos usados por “Spider” estavam contaminados, assim como ocorreu com os brasileiros; Junior Cigano, Marcos Pezão e Rogério Minotouro.

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Aos 43 anos de idade, Anderson Silva não luta desde fevereiro de 2017 quando derrotou o americano Derek Brunson por decisão unânime. Anteriormente, o curitibano vinha de quatro derrotas – Daniel Cormier, Michael Bisping e duas vezes para Chris Weidman – além de uma luta ‘sem resultado’ contra Nate Diaz depois de ter sido flagrado em exame antidoping por uso de drostanolona e androstanolona (metabólitos de testosterona) em 2015.

CONFIRA O COMUNICADO OFICIAL DA USADA:

A USADA anunciou nesta quarta-feira que Anderson Silva, de Palos Verdes, Califórnia, aceitou a suspensão de um ano por sua segunda violação do código antidoping da organização após ter resultado positivo para substâncias proibidas contidas em suplementos contaminados.

Silva, de 43 anos, é o quarto atleta a aceitar a sanção prevista na Política Antidoping do UFC após o resultado positivo de um exame causado por uso de suplementos contaminados adquiridos junto a um laboratório brasileiro. Diferente de farmácias convencionais, que recebem seus produtos de fabricantes comerciais, os laboratórios preparam seus próprios medicamentos de acordo com especificações contidas nas prescrições feitas por escrito. Dessa forma, os laboratórios também produzem e vendem suplementos nutricionais. Mesmo com os atletas do UFC sendo repetidamente avisados que tais suplementos representam risco de contaminação, por possuírem em suas composições químicas também proibidas não listadas nos seus rótulos, como drogas perigosas, o laboratório que preparou os suplementos de Anderson Silva os vendeu como uma alternativa segura a medicamentos e suplementos para produção de massa muscular, e também alegou utilizar processos criados especificamente para eliminar a possibilidade de contaminação cruzada.

Anderson Silva testou positivo para metabólitos de metiltestosterona 17α-methyl-5β-androstan-3α,17β-diol e 17α-methyl-5α-androstan-3α,17β-diol, e também para hidroclorotiazida, em um exame de urina fora do período de competição feito em 26 de outubro de 2017. A metiltestosterona é uma substância não especificada na categoria de “Agentes Anabólicos”, enquanto a hidroclorotiazida é uma substância especificada da classe de “Diuréticos e Agentes Mascarantes”. O uso de ambas as substâncias é proibido em qualquer momento pela Política Antidoping do UFC, que adotou a lista de substâncias proibidas pela WADA (Agência Mundial Antidoping).

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Kelvin Paulo

Estudante de jornalismo. Sinop MT. 19 anos. Redator do site Tudo Sobre MMA e TV Fight.

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