série Mulheres na Luta

Série ‘Mulheres na Luta’ traz um bate papo sobre os desafios feminino no MMA

 

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Na noite dessa segunda-feira (26), aconteceu em São Paulo o lançamento da série “Mulheres na Luta”. Houve a exibição do primeiro episódio da produção, além disso aconteceu um bate-papo sobre os desafios que a mulher encontra no esporte e na vida.

Coproduzida por UFC, Combate e Conspiração, a série de oito episódios estreia dia 2 de dezembro, às 23h. A partir da história pessoal e profissional de nove atletas brasileiras, relata o processo de introdução das mulheres no MMA, e como suas batalhas se iniciam muito antes da entrada em um, tatame, ringue e octógono. O primeiro episódio mostra a entrada feminina no UFC, com a atleta Olímpica do judô Ronda Rousey conquistando seu espaço na organização e abrindo as portas para uma categoria feminina dentro do UFC.

Para Flavio Barone, que é o diretor da série, o processo de produção teve toda uma ótica feminina, e ele divide a inspiração.

— A primeira coisa que veio à cabeça para filmar foi procurar um tom que fugisse do modelo já apresentado, mais masculino, e não seria possível se não estivesse cercado por mulheres. Montamos uma equipe de mulheres muito talentosas, uma gama de mulheres produtoras, roteiristas. Para mim foi uma honra ter feito essa série, foi inspirador – declarou o diretor.

“Mulheres na Luta” tem a participação das brasileiras Cris Cyborg, Ketlen Vieira, Jessica Andrade, Bethe Correia, Poliana Botelho, Priscila Pedrita, Ana Maria Índia, Érica Paes e Viviane Sucuri.

Maria Liguiori, diretora da ONG Think Olga, mediou um bate papo com a participação da lutadora Jessica Andrade “Bate Estaca” e da bailarina Camila Ribeiro. Jessica “Bate-Estaca” Andrade, lutadora peso-palha do UFC, assumiu que no início da carreira, foi bastante difícil encontrar alguém que a inspirasse, mas que ela decidiu arriscar.

— Eu optei por um esporte até então desconhecido. Até começar a ouvir falar da Cris Cyborg sua maior inspiração, e da Ronda Rousey, que abriram as portas para nós mulheres. Hoje são quatro categorias femininas dentro do UFC, é incrível”. Ela também reconhece a responsabilidade de ser inspiração para outras mulheres: “a partir do momento que você vira inspiração para as pessoas, a sensação é diferente. Hoje eu vejo meninas da academia que se inspiram em mim. Hoje são 18 atletas da minha academia disputando e conquistando títulos que eu conquistei lá atrás. É muito legal ver esse avanço”. – contou a lutadora da Paraná Vale Tudo.

A Conspiração enviou para a Tudo Sobre MMA as sinopses de todos os oito episódios da série “Mulheres na Luta”

Confira a sinopse dos episódios da série “Mulheres na Luta” que, a partir de dezembro, irão ao ar, também, no canal GNT:

EP 01 – LUTE COMO UMA MULHER
Em 2011, Dana White declarou que nunca veríamos mulheres no evento. No entanto, em menos de dois anos, a atleta olímpica Ronda Rousey conquistou seu espaço na organização e abriu as portas para as mulheres de uma vez por todas. No entanto, o desafio feminino segue sendo ainda maior.

EP 02 – DAMA DE FERRO
Viviane “Sucuri” Pereira transformou os obstáculos em motor para realizar seu sonho. Após ganhar quatro cinturões em organizações menores, ela realizou o sonho de lutar pelo UFC. Apesar das notáveis conquistas, sua trajetória foi bastante árdua: começou a lutar em um projeto social e conheceu a dura realidade de muitos atletas no Brasil.

EP 03 – NOITE DE FADAS
Antes do MMA feminino explodir no UFC, as mulheres já vinham desbravando caminhos no esporte. Érica Paes, Ana Maria Índia e Cris Cyborg são três veteranas da geração de lutadoras brasileiras. No entanto, entre elas, apenas Cyborg chegou ao topo – uma conquista sofrida, que levou mais de uma década para se concretizar. Cada qual com seus obstáculos, elas eram quase sempre as únicas entre um mar de homens. Mas, com suor, garra e coragem, carimbaram seus nomes no esporte e seguem fazendo história na luta.

EP 04 – GAROTAS DO RINGUE
Ketlen Vieira e Poliana Botelho, colegas na academia Nova União, deixaram suas famílias para viver no Rio de Janeiro e seguir o sonho de serem campeãs mundiais de MMA. Ketlen teve dificuldades para se adaptar à intensidade dos treinos e ao corte de peso, mas conseguiu entrar para o ranking das melhores lutadoras de sua categoria. Poliana, por sua vez, sofreu duas lesões durante os treinos que adiaram sua estreia no UFC por quase dois anos. Mas a espera valeu, e ela saiu vitoriosa de sua primeira luta pela organização.

EP 05 – MULHER FATAL
Quando Bethe “Pitbull” Correia descobriu sua paixão pela luta, deixou o casamento, a profissão e enfrentou a família para seguir carreira no esporte. Apesar das dificuldades, conseguiu a prova que precisava para confirmar o seu destino como lutadora: um contrato no UFC. Bethe logo conquistou três vitórias na organização, mas foram as polêmicas e a rivalidade que levaram seu nome para o cenário. Competitiva e afiada, Bethe provocou Ronda Rousey e a batalha entre elas, que começou antes do confronto, apresentou Bethe para o mundo.

EP 06 – BASE FORTE
Jéssica “Bate-Estaca” Andrade, a primeira brasileira a pisar no octógono do UFC, está entre as melhores da sua categoria. A simplicidade do sítio onde nasceu, no interior do Paraná, contrasta com o glamour do UFC e se estende ao longo de seu difícil percurso na luta. Ela precisou deixar a família para viver em Niterói, no Rio de Janeiro, um passo decisivo para ingressar na maior organização de MMA do mundo. A saudade de casa ainda aperta, mas os amigos que fez na sua academia se transformaram em uma segunda família.

EP 07 – O CAMINHO DA GUERREIRA
Dentro do octógono, Priscila “Pedrita” Cachoeira liberta os demônios do seu passado e se transforma. Priscila foi usuária de drogas durante oito anos, mas, com a apoio da sua mãe e de seu mestre, ela conseguiu trocar o vício pela luta em um longo e difícil processo de recuperação. No meio do caminho, ainda teve uma gravidez inesperada. Hoje, sua luta é diária como mãe, atleta e ex-usuária de drogas.

EP 08 – PROFISSÃO LUTADORA
Depois de Ronda Rousey, fenômeno do MMA feminino, as atletas do UFC conseguiram dar os próprios passos para manter a divisão em crescimento. Cada vez mais surgem nomes que prometem fazer história no esporte, como Maria Oliveira, integrante da maior equipe feminina de MMA do Brasil. O objetivo de todas é o mesmo: entrar para o UFC. Contudo, por mais que o MMA feminino seja uma das modalidades esportivas que mais dá espaço para as mulheres, o cenário ainda é desigual para elas. Afinal, qual será o futuro da divisão?

Foto: Divulgação/UFC

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Edison Ramos

Seguidor de Jesus Cristo, idealizador do Projeto Autsy, CEO & Founder Boxe Fit & BariWord, Consultor Esportivo, Youtuber e Apresentador do Canal Tudo Sobre MMA no YouTube.

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