Paulo Borrachinha recebe suspensão da USADA, mas já está liberado para lutar

O lutador do UFC Paulo Borrachinha recebeu uma suspensão de seis meses pela USADA (Agência Antidoping dos Estados Unidos). Em comunicado oficial emitido nesta sexta-feira (26), a entidade revelou que o brasileiro excedeu o uso de soro intravenoso no UFC  212 e 217 do Ultimate em 2017. Na época, a Agência permitia apenas 50mL, entretanto, Borrachinha utilizou 100mL.

Invicto no esporte com 12 vitórias, Paulo Borrachinha cooperou com as investigações e recebeu um ganho de seis meses, sendo essa retroativa, valendo a partir do dia 10 de agosto de 2018 quando foi advertido pela USADA.

No UFC 212, a Comissão Atlética Brasileira de MMA reverteu um terço de sua bolsa (4 mil dólares) para Oluwale Bamgbose, seu adversário no evento do Rio de Janeiro. No UFC 217, o brasileiro também sofreu uma punição com um terço de sua bolsa – 9.300 dólares.

Confira o comunicado na íntegra: (retirado do site Combate.com)

USADA anunciou hoje que Paulo Costa, o Borrachinha, e um dos seus treinadores, Carlos Costa, de Contagem, aceitaram uma pena de seis meses de pena por violarem a Política Antidoping do UFC por uso de um método proibido.

Baseado em um vídeo e outras evidências, a USADA determinou que em 2 de junho de 2017, Borrachinha recebeu uma infusão intravenosa de substâncias permitidas, incluindo uma solução salina e um remédio para o estômago, de mais de 100mL por 12 horas após a pesagem do UFC 212, no Rio de Janeiro, sem um pedido formal de isenção terapêutica. Em 3 novembro, ele novamente recebeu uma infusão de substâncias permitidas de mais de 100mL no período de 12 horas após a pesagem do UFC 217, que aconteceu em NY, sem uma TUE.

As duas foram administradas por Carlos Costa.

Em 2017, infusões ou injeções de mais de 50mL em um período de seis horas foram proibidas exceto aquelas realizadas em admissões médicas hospitalares, procedimentos cirúrgicos ou investigações clínicas balizadas pela Política de Doping do UFC, que segue o Código da WADA. Em 2018, a regra mudou e o volume aceitável passou a ser até 100mL por 12 horas. Infusões acima desse limite precisam que o atleta peça por uma TUE.

As infusões estão no código da WADA porque podem ser usadas para mascarar o uso de outras substâncias e também distorcer valores do passaporte biológico do atleta. As evidências nesse caso colaboram com a explicação de Borrachinha que usou a infusão para se recuperar dos efeitos da perda de peso, e não para mascarar nenhuma substância.

O período de seis meses de ilegibilidade de Paulo e Carlos começou em 10 de agosto de 2018, a data que Borrachinha foi notificado. As duas penas foram reduzidas baseadas na colaboração de ambos com a USADA.

Foto: Getty Images

Paulo Borrachinha, UFC, USADA


Kelvin Paulo

Estudante de jornalismo, 20 anos. Sinop MT. "O impossível é apenas uma questão de opinião".

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