UFC Uruguai: Vicente Luque fala sobre preparação e afirma: “Estou aqui para ser campeão”

15º do ranking dos meio-médios do UFC, o brasileiro Vicente Luque falou com exclusividade para nossa equipe em Montevidéu no Uruguai, onde acontece neste sábado (10) na Antel Arena a estreia do Ultimate no país. Com cinco vitórias consecutivas, sendo quatro por nocaute técnico ou nocaute e uma por finalização, Vicente Luque enfrenta o americano Mike Perry na co-luta principal.

Mesmo o americano não estando no ranking, Vicente Luque defendeu a luta contra Perry, o brasileiro ressaltou que uma batalha contra “The Platinum” pode coloca-ló no radar entre os melhores da divisão. Luque ainda comentou sobre a preparação para o embate e falou sobre um possível combate contra seu amigo e campeão Kamaru Usman.

Tudo Sobre MMA – Como foi sua preparação para o UFC Uruguai? onde realizou o período de treinamento?

Vicente Luque – “Esse camp eu fiz ele todo no Cerrado MMA em Brasília, e foi excelente. Gosto sempre de estar sempre variando, entre a Hard Knocks na Flórida e a Cerrado no Brasil. Essa troca vem sempre me evoluindo bastante, porque em cada lugar eu tenho diferentes treinos, ai eu posso desenvolver mais e acho que esse camp foi ideal fazer lá em Brasília, eu consegui me preparar bem, tanto na parte em pé que é o meu forte como no chão, afiei minha luta live e meu jiu-jitsu e o wrestling eu sempre trabalho pois é o ponto onde define como a luta vai ocorrer”.

TSM – Você irá enfrentar o Mike Perry que é um lutador perigoso, porém não está ranqueado, não seria um risco desnecessário?

VL – “Hoje a categoria está bem complicada, a gente tem muitos caras que estão entrando ranqueado, o Ben Askren é um exemplo, caras que subiram da categoria de baixo como o Pettis que ganharam e acabaram sendo ranqueado, o Nate Diaz está voltando… eu gostaria de lutar contra um cara que está no ranking, mas no momento não foi possível conseguir e eu vejo pra mim que não é interessante ficar inativo, ficar sem luta e acho que até por estar lutando e pelo público estar me assistindo e o UFC me vendo lutar isso vai me promover no ranking e não necessariamente ter que lutar contra um cara ranqueado e fora do ranking, e eu vi que o Mike Perry é o cara que mais tem nome. Ele já ganhou de caras que estavam no ranking no passado, ele tem um estilo de luta que chama muito o público e acho que era uma luta ideal. Toda luta sempre tem um risco, por eu ser ranqueado e pegar um cara fora do ranking, mas se eu não puder enfrentar esse tipo de risco talvez eu nem tenha que estar no ranking. Meu papel como lutador é lutar, independente de quem seja, e eu estou preparado para fazer minha melhor luta e conseguir uma vitória sobre ele, e acho sim que me acrescenta uma vitória diante dele”.

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TSM – Atualmente a categoria está dominada por wrestlings. Você está preparado para anular esse jogo?

VL – “O jiu-jitsu veio ali no começo, depois veio o wrestling, porque ele define se o cara quer lutar em pé, ele não vai tomar nenhuma queda e a luta vai ficar em pé e se ele quer ir pro chão vai ter que derrubar. Tanto como a galera do jiu-jitsu quanto dá trocação tem se complicado com os wrestler por essa razão. E o que eu fiz, eu tenho focado muito no treino de wrestling, quando eu estou lá nos Estados Unidos… eu nem preciso falar, lá é muito forte, muito treino e em Brasília a gente tem um treinador cubano, que fez parte da seleção olímpica de Cuba, ele é campeão internacional em seu país como atleta e treinador e ele tem acrescentado muito em meu jogo e realmente eu estou fazendo esse trabalho em base de wrestling para poder incorporar isso em meu jogo”.

TSM – Sabemos que existe uma relação próxima com o Kamaru Usman, tendo em vista que já treinaram juntos na Hard Knocks. Ele é o atual campeão da divisão, em caso de um possível combate em um futuro próximo, aceitaria enfrentar o nigeriano?

VL – “A luta contra o Kamaru pode sim acontecer, inclusive a gente já conversou sobre isso e tanto eu como ele tem a mesma visão. Somos profissionais, somos amigos, mas se for o caso de lutar pelo cinturão a gente vai lutar… porque é o momento onde ninguém sai perdendo, pois é onde os dois estão lutando para ser o melhor do mundo. Então lutando pelo cinturão a gente faria, mas tirando o cinturão acho que não faz sentido”.

TS – Qual foi a importância da luta livre em sua carreira, e o quanto ajudou. Hoje em dia, ainda treina?

VL – “A luta livre faz sim sim parte do meu jogo. Sou faixa marrom e sempre acrescentou muito em meu jogo… antes disso eu treinava jiu-jitsu que formou o meu chão e a luta livre entrou para complementar bastante porque é um jogo sem kimono e se aproxima muito mais do jogo de MMA, só tem afiado cada vez mais meu chão”.

TS- Pelo fato de ter uma fama de sensação na organização, te atrapalha ou incentiva?

VL – “Eu tenho conseguido uma sequência boa de vitórias e com isso, lógico, vem muito mais mídia, muita gente querendo promover a luta e isso por um lado é muito positivo, pois eu consigo expandir minha carreira e eu consigo chegar próximo da disputa de cinturão que é o meu objetivo. Tem também o lado que é perigoso, que também na questão de eu deslumbrar com tudo que está acontecendo e perder o foco, e isso é algo que eu tenho na cabeça, eu estou aqui para ser campeão e estou aqui para ser o melhor do mundo e o foco é treinar, é evoluir em cada luta e poder mostrar o meu melhor sempre e tudo que vem disso, o reconhecimento é muito positivo e eu tento levar para esse lado bom, que é pegar esse reconhecimento e usar como motivação para treinar cada vez mais”, finalizou Luque.

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Foto: Getty Images

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Kelvin Paulo

Estudante de jornalismo, 20 anos. Sinop MT. "Pois o impossível é apenas uma questão de opinião".

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