[VÍDEO] O polêmico acordo entre o UFC e a Reebok

0

Desde os primórdios do UFC, os lutadores enchiam suas camisas, calções e banner’s com várias logos de empresas dos mais variados ramos. Era um jeito de fazer uma boa renda extra, faturamento que poderia superar até mesmo a bolsa paga pelo Ultimate, mas isso mudou em 2015, quando foi assinado o polêmico acordo entre o UFC e a Reebok causando protestos e represálias nos bastidores da maior organização de MMA do mundo.

Quando mais badalado o atleta, mais empresas eram estampadas em seus trajes de luta. Muito dinheiro deixou de ser ganhado por lutadores, pelo fato destes agora serem obrigados a usarem apenas os produtos da Reebok, que pega uma quantia simbólica, perto do faturamento anterior dos atletas.

Quanto a Reebok pagou ao UFC para essa exclusividade, não foi divulgado. Porém o pagamento da empresa aos atletas foi divulgado e funciona como uma espécie de tabela. Quanto mais lutas se tem dentro da organização, mais se recebe e o desafiante e o campeão recebem adicionais, sendo o teto desse pagamento, a quantia de quarenta mil dólares, o que é ainda, menos da metade do que alguns lutadores conseguiam.

Quem tem entre uma e três lutas, recebe U$3.500. Quem tem entre quatro e dez lutas, fatura U$S 5.000. Os que tem entre 11 e 15 combates, recebem US$ 10.000. Já os atletas que atuaram entre 16 e 20 vezes no UFC, recebem US$ 15.000. Os com 21 lutas ou mais, recebem US$ 20.000. Os campeões e seus desafiantes recebem US$ 40.000 e US$ 30.000, respectivamente.

Esse pagamento ainda traz exigências: Quatro dias de promoções de mídia antecipadas; Seis horas de promoção na semana de luta e; uma hora de promoção após a luta. Além disso, os atletas que fizerem a luta principal ou a co-principal deverá permitir filmagens do UFC oito dias antes dos combates.

O Ultimate ainda pode cobrar dois dias de publicidade com oito horas cada, desses lutadores individualmente. Com isso, todos os atletas e equipes estariam uniformizados. Tudo dentro do padrão e estampando somente a marca da Reebok.

Isso atingiu também os patrocinadores que tinham suas marcas expostas nos octógonos e outros funcionários da empresa que não poderiam mais estampar seus patrocinadores nos eventos do UFC.

Explicação sobre a parceria do UFC e a Reebok

Essa uniformização obrigatória fez várias pessoas protestarem sobre o acordo entre o UFC e a Reebok, e estes sofreram represálias imediatas. Como por exemplo o Cutman, personagem lendário do Ultimate, Stitch Duran, que passou 14 anos trabalhando na organização.

Ele criticou o acordo por ser também atingindo por este em uma entrevista, uma vez que não poderia usar seu traje de trabalho com as marcas de seus patrocinadores, logo após foi demitido.

O veterano Tim Kennedy também veio a público mostrar sua indignação com o acordo. Frases como: “Onde o esporte está agora e horrível, trágico e patético” e “eu ganhei muito mais dinheiro com patrocínio no StrikeForce”, foram disparadas pelo agora, ex-lutador.

Entre os brasileiros, as declarações que mais repercutiram foi a de Vitor Belfort e de Fabrício Werdum. Na época Vítor disparou: “Alguém vai aparecer no meu uniforme e eles não vão me pagar mensalmente? É justo? Eu tenho uma carreira de 19 anos. Eu não acho que é justo”.

Mas sem dúvidas o protesto que mais gerou repercussão foi o do “Vai Cavalo”. O gaúcho editou uma foto com o uniforme da Reebok, removendo a logo da empresa e colando uma da sua concorrente por cima.

O lutador declarou que estava protestando pois não achava justo depois de vários anos de carreira, tendo chegado a ganhar cento e oitenta mil dólares de patrocínio, passar a ganhar cinco mil. Depois disso, o brasileiro foi imediatamente desligado da Fox Mexicana, emissora na qual trabalhava há 3 anos como comentarista dos eventos do UFC.

Passado esse momento turbulento, as críticas públicas tiveram fim. Seria uma satisfação ou medo de também sofrer represálias? Disso não sabemos, mas o que ninguém pode negar é que após isso, muitos atletas migraram para o Bellator, um dos principais concorrentes do UFC.

A parceria da UFC e a Reebok poderá durar por muito tempo. Qual a opinião de vocês sobre isso? É melhor as equipes uniformizadas como está ou o modelo antigo era mais legal?

Deixe uma resposta