Jhenny Andrade: “Meu ídolo sempre foi o José Aldo”

Jhenny Andrade (Imagem: Reinaldo Canato\Uol)

A musa do UFC, Jhenny Andrade falou com exclusividade para a nossa equipe sobre o assédio dos fãs, ídolos e o evento mais memorável que já participou no ultimate. Confira:

  • A vida de uma mulher bonita não é fácil, ainda mais quando ela é modelo profissional e atua como ring girl do maior evento de MMA do planeta. Como você lida com isso no dia a dia?

” eu lido tranquilamente, assim como qualquer outro trabalho que já tenha feito na minha vida. Eu gosto do meu trabalho, faço com o maior prazer do mundo, maior amor do mundo, então, eu lido de forma natural, eu tento não fazer com que meu trabalho seja algo difícil ou ruim na minha vida, eu levo como se fosse um lazer meu, talvez tenha sido por conta disso que o público tem se identificado um pouco com o meu trabalho com o carinho que eu transmito para eles, acho que se a gente faz tudo com amor, e realmente ama o que faz tudo acontece naturalmente tudo vai acontecendo positivamente. Então, com o fato de eu trabalhar no mundo do MMA, a maioria do público ser masculino, e com as pessoas que trabalham comigo sejam homens, eu tenho levar isso naturalmente, acho que isso é natural de qualquer outra profissão, acho que não é por que a gente está rodeada de homens que devemos lidar de maneira diferente. É claro que a gente deve se posicionar melhor né, a gente tem que saber que roupa usar, em que ambiente usar, o que dizer o que não dizer. Mas isso é natural de qualquer profissão de uma mulher, saber se posicionar é a principal importância de uma mulher no trabalho. 

  • Já sofreu algum tipo de abuso mesmo que seja em palavras mal-educadas? Se sim, como reagiu? Se não, como acha que seria essa sua reação?

“Graças a Deus, eu nunca sofri nenhum abuso de palavras contra mim ou para mim no meu trabalho, na minha vida. As vezes a gente vê algum comentário desnecessário nas redes sociais, as vezes a gente lê e finge que não le e vai la e deleta, mas na maioria das vezes, 99% das vezes o público respeita muito a gente sim, parece que não, mas respeita sim. Não sei, as vezes sinto que o homem tem um pouco de medo da gente. Não sei se é por que a gente está rodeada de lutadores, mas eles super respeitam e admiram, as mulheres também, chegam e perguntam como a gente mantém o corpo, que exercício a gente pratica, como a gente consegue emagrecer, manter a forma… Então, eu tenho só a agradecer o público pelo carinho e graças a Deus eu não tive nenhuma coisa chata na minha vida não. E se um dia isso acontecer, não sei, talvez eu tentaria deletar isso, mostrar para a pessoa que ele está enganado e que não é legal a pessoa fazer isso.Irei tentar agir da melhor forma possível, com respeito né, vamos sempre responder com respeito, se a pessoa por mais que ela fale alguma besteira a gente sempre tem que mostrar o bem e mostrar que a gente deve respeitar o próximo independentemente de qualquer coisa. ”  

  • Qual foi o card mais memorável em que você  participou como ring girl?

“Difícil dizer… Por que assim, sinceramente não estou brincando, mas cada evento tem seu prazer, cada evento tem tua adrenalina, cada evento tem o teu público diferente, cada evento tem uma lembrança diferente. Olha, meu primeiro evento, foi uma coisa que jamais irei esquecer que foi minha estréia no UFC Rio. Eu sempre fui muito fã do José Aldo, da história dele, sempre torci, sempre admirei a garra dele. Um cara a 10 anos invicto, não é para qualquer um. É uma coisa impressionante. O filme dele veio mostrar ao mundo, o que realmente é, como não é fácil, como não foi fácil a vida dele. Então a minha estréia foi sim.  Parecia que eu estava em um filme, era difícil acreditar que tudo aquilo era verdade. Eu eu trabalhei né, nesse meu primeiro evento, fiz essa minha estréia e a ficha não caiu ali na hora, eu estava ali trabalhando. Sabe quando parece que você não está ali, não está acreditando que tudo aquilo ali está acontecendo na sua vida, por que é uma coisa tão impressionante o evento, é uma coisa tão surreal ,tão lindo, tão inexplicável. Quem já foi sabe do que estou dizendo. Então estar ali pela primeira vez e estar trabalhando, com uma mega responsabilidade daquela e com disputa do José Aldo ainda. 

  • Qual é seu maior ídolo no MMA ?

“Sempre foi e sempre será o José Aldo. Pela história dele, eu já conheci, já admirava, o cara estar ali invicto a 10 anos não é para qualquer um. Ele não tem palavras né, é aquela coisa que eu sempre digo, é a força de vontade e paixão pelo o que faz e vai la e faz com prazer, faz com amor e ele só tem demonstrado isso durante os seus tantos anos de carreira de MMA, só tem mostrado o melhor de si né. O Aldo é isso, sempre tentar mostrar o melhor de si sempre.” 

  • Você sempre gostou de esportes de combate?

 “Eu sempre gostei sim de UFC, antes de trabalhar eu nunca tive uma oportunidade de fazer um evento, mas sempre acompanhei pela televisão, com meus pais, com meus amigos em barzinhos. Sempre gostei, mas é impressionante, a partir do momento em que eu comecei a trabalhar com o UFC eu passei a me apaixonar muito. Quando eu não estou trabalhando, eu estou em casa sim assistindo. O melhor sábado pra mim é quando tem UFC, fico em casa, fico sozinha mesmo. eu gosto de ouvir, eu quero entender, quero ouvir o que o narrador ta dizendo o que o comentarista ta falando. Então hoje, quando não estou trabalhando, eu estou em casa assistindo sozinha mesmo, ou com alguém, ou com a família numa boa, e prestando atenção em todas as lutas no card completo. E isso é bom pra mim, por que a gente passa a entender, por que aquele ali ganhou, por que aquele ali tem probabilidade de perder, pessoa que sobe ou desce de peso. Isso faz parte do meu trabalho da minha profissão, só tem a agregar a mim positivamente, e claro, isso virou uma paixão. eu deixo de fazer qualquer coisa para estar em casa hoje, quando não estou trabalhando, estou assistindo luta. Não tem outra opção em minha vida…hehe. O melhor sábado é estar em casa assistindo UFC.”

  • Qual a sensação de Participar do maior evento de MMA do mundo?

“Acho que já pude responder em todas as outras perguntas. É algo inexplicável, quem foi sabe o que estou dizendo, e eu sinto, eu vejo muitas pessoas que eu encontro em um evento, em mais outros eventos. Vejo que se apaixonam sim, querendo seguir a gente, querendo acompanhar, em qualquer cidade que a gente passa as pessoas estão indo, querem acompanhar. Por exemplo, a pessoa é do Rio de Janeiro não quer ir só no UFC Rio, a pessoa quer ir ver outros eventos. Então acabam indo nos acompanhar em outros eventos que a gente passa. E hoje o UFC é minha paixão, é minha vida, não vivo sem, amo meu trabalho e quero continuar dando o meu melhor sempre.”

Jhenny Andrade, UFC


Kelvin Paulo

Estudante de jornalismo, 20 anos. Sinop MT. "Pois o impossível é apenas uma questão de opinião".

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