Essa coluna será produzida antes de todos os eventos do UFC (a princípio), destacando uma luta em especial, para análise e opinião. Espero que gostem.

O evento vai rolar nessa sexta feira, dia 7 de Julho, na T-Mobile Arena lá em Las Vegas – com a transmissão se iniciando as 18:55 da tarde, e tem um Card “garboso” para um evento de menor visibilidade como os TUF Finale costumam ser.

Como destaque, e embate que vou tomar para a análise e opinião, vejo a luta principal: Michael Johnson (5º) vs Justin Gaethje.

No entanto, há outros lutadores muito interessantes de se ver:

  • O veterano Gray Maynard e vai pegar o japa safadão Teruto Ishihara;
  • CB Dolloway que volta de um hiato de quase dois anos e, em nova categoria de peso, enfrenta Ed Herman;
  • Os invictos; Marc Diakiese e Drakkar Klose, que lutam na categoria mais disputada, o Peso Leve.
(foto: Mike Roach)

Bom, indo para o que interessa a luta escolhida do TUF Finale – Johnson vs Gaethje é a própria luta principal da noite; Michael Johnson vs Justin Gaethje.

A categoria dos Leves é um antro de destruição, empolgação e puro ódio no coração. Tirando o Campeão, que não anda muito afim de dar as caras no octógono, o resto da galera está quebrando o pau, com a maior qualidade que se pode esperar o UFC, o maior evento de MMA do mundo – e quiçá da galáxia.

O meu palpite é o seguinte: Johnson é mais experiente e tem como “vantagem” a qualidade, que pode ser duvidosa, dos adversários que Gaethje já enfrentou e, claro, o peso da estreia no maior evento do mundo, além do fato de ser canhoto. Vejo a luta terminando de três formas distintas, que dão a vitória para cada um. A primeira – que eu quero acreditar que não vai acontecer – é o combo de “mãos rápidas + movimentação + provação” do quinto colocado do ranking, que será demais para o estreante que sucumbira via TKO, graças ao volume de golpes. A segunda, é a de que o estreante vai suportar o primeiro round ligado em 330v de Johnson, aproveitar sua queda de ritmo e, capitalizar com seus golpes potentes e chutes precisos (e isso aqui pode ser a chave da parada), aplicando-lhe um TKO. Contudo a luta corre o risco de se estender e nenhum dos dois atletas conseguirem dar um fim a ela antes do soar do gongo, apesar disso, nesse cenário – que eu não acredito que vá ocorrer, o estreante leva vantagem por ter tido confrontos de 25 minutos mais vezes que o veterano, a não ser que MJ seja esperto e leve a luta na calma, controlando a distância e os avanços de seu oponente.

Mas aviso logo, eu posso estar tomado pelo Hype do “The Highlight”.

Primeiro, o veterano na organização – e no MMA, Michael Johnson, o Quinto colocado da categoria do Peso Leve (Até70kg), é um trocador volumoso, que usa o boxe como sua principal ferramenta, apesar de lançar bons chutes sempre que detecta brechas na defesa adversária – isso tudo se potencializa por ele ser canhoto, enquanto Justin é destro. Também tem como ponto forte sua movimentação, que aliado às mãos rápidas e alcance elevado para a categoria, o tornam um adversário muito perigoso. Johnson, no entanto, também faz uso de outra fórmula de sucesso; a provocação, sempre tentando intimidar ou entrar na cabeça de seu rival, o que nem sempre dá certo (como rolou como Nate Diaz). Um ponto negativo de seu jogo, que ficou muito claro em sua última luta (a derrota para Khabib Nurmagumedov), é se doar demais no primeiro assalto, colocando todo o peso do seu corpo nos golpes e/ou acelerar com sua movimentação o ritmo da luta, por exemplo, o que o levou – e leva em todas as vezes que isso se repetiu, a se cansar e ter dificuldades nos rounds subsequentes – o que é preocupante, pois sua luta é o combate principal da noite, com 5 rounds.

(foto: Mike Roach)

Justin Gaethje, ex-campeão do Peso Leve no WSOF, trilhou seu caminho até o UFC demolindo seus adversários sempre com atuações empolgantes. Munido de queixo duro e muita coragem, o HighLigth corta o octógono mordendo o protetor (nem isso as vezes..) acreditando no seu queixo, para poder lutar no in fight, onde brilha, explodindo com golpes potentes, em especial o upper de direita e, seu mata cobra que já colocou muito marmanjo estirado no chão, isso também munido de suas cotoveladas certeiras, numa espécie de “Dirty Boxing”. Apesar disso, o estreante tem ótimos chutes baixos, que danificam estruturas com precisão, e, altos, que costumam ser mortais quando bem utilizados. Há outra faceta no jogo de Justin Gaethje, que alguns as vezes podem esquecer, ele ganhou o título de All-American no Wrestling da primeira divisão, pela sua faculdade, o que coloca uma outra opção de jogo para o estreante. Porém, nem tudo são flores, além de enfrentar um oponente canhoto, Justin tem o mal habito de lutar de guarda baixa, de uma forma quase displicente, sempre sendo alvo de muitos golpes, e piora, quando se percebe que ele é um trocador estático, batendo parado, com pouca movimentação para trás, e basicamente nenhuma para os lados, pontos que seu adversário provavelmente vai explorar. Ainda explorando seus pontos fracos, o ex-campeão do WSOF não tem um cardio muito bem trabalhado, cansando costumeiramente na metade de suas lutas, contudo, pode-se pensar que como ele costuma lutar no evento principal da noite, a “metade da luta” significa pelo menos o segundo ou terceiro round.

Bom, para enfatizar; o estreante, Justin Gaethje, tem ao seu lado um melhor conjunto de habilidades quando pensamos no MMA como um esporte polivalente, ele é um trocador potente, mas não muito polido, e é capaz de levar a luta pro chão e gerar vantagem dessa forma. Enquanto o veterano, Michael Johnson, é um lutador que depende mais da sua movimentação e seu volume, que no primeiro assalto costuma ser impressionante, mas garante vantagem na trocação pela sua qualidade, tanto com mãos quanto com os pés. Portanto, a luta poderá ser decidida na estratégia: se Johnson implementar um ritmo acelerado no primeiro round não acredito que a guarda vazada e, o mal habito de aceitar golpes de Gaethje, poderão suportar o acúmulo de danos por muito tempo, levando o estreante a derrota, a primeira de sua carreira, contudo, isso pode ser prejudicial para MJ, caso ele não consiga definir o combate no primeiro round, deixando-o cansado. Em contra partida, HighLight pode se aproveitar do seu background na luta olímpica, para abafar o jogo do veterano, cansando-o, ele também pode explorar os chutes baixos, para danificar a perna da frente da base de Johnson, cortando sua capacidade de movimentação, nesse cenário, Justin passa a ter a vantagem, para poder aplicar seus potentes golpes e encurtar a distância, onde realmente brilha. Ainda assim, MJ pode optar por uma luta mais cadenciada, e inteligente, aproveitando as brechas do adversário, entrando e saindo, sem ser atingido, pontuando, até conseguir algum golpe bem aplicado ou encaminhar a vitória por pontos, principalmente sabendo que seu adversário é destro, o que da para si vantagem na luta em pé.

Então gente boa, é isso!

Vocês concordam? Discordam? Fala aê!

Independente do gosto, espero que tenha curtido a análise. Bom evento a todos!