Feminismo no MMA: como o mundo das lutas está reagindo

Feminismo no MMA: como o mundo das lutas está reagindo

Feminismo é um tema presente em praticamente todos os aspectos do nosso cotidiano. Seja de forma explicita, como campanhas e ações, ou de forma dissimulada, como preconceito e segregação. Na cultura Brasileira, são poucos os esportes que conseguem notoriedade tanto em suas modalidades femininas quanto nas modalidades masculinas. Nos dias de hoje, o MMA feminino já tem grande destaque e em muito se equipara ao MMA masculino.

Em outras esferas da sociedade, para promover o empoderamento feminino foram necessárias campanhas, conscientização, e até mesmo leis criando “cotas” para inclusão das mulheres em determinados momentos.

Já no MMA, nunca ouve sequer campanhas relevantes para promover o empoderamento feminino. O que houve foi uma evolução natural das técnicas e habilidades das lutadoras o que trouxe com a mesma naturalidade a atenção dos expectadores. E quando falamos de atenção, também estamos falando de dinheiro.

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Foto: Getty Images

Se formos pensar no início da década, as lutas femininas não eram tão interessantes de fato. Faltava técnica, faltava resistência, mas nunca faltou combatividade. De início a combatividade acabava atraindo mais expectadores do que pelo nível técnico em si. Foi com a ascensão da super campeã Ronda Roussey, que o esporte deu um salto de qualidade e de visibilidade.

As bolsas subiram, a qualidade técnica melhorou, a quantidade de mulheres em academias de luta aumentou consideravelmente. Observando os eventos numerados do UFC em 2017, tivemos 9 eventos cuja luta principal foi masculina e 3 eventos que foi feminina.

Em 2016 foram 11 masculinos e 2 femininos e 2015 foram 10 masculinos e 3 femininos (todos com a Ronda). Se considerar que temos 8 categorias masculinas e 3 femininas, e nos anos de 2016 e 2015 eram apenas 2 femininas, vemos uma clara paridade.

Hoje em dia, as lutas femininas são tão interessantes quanto as masculinas. Vemos nocautes épicos, finalizações de alto nível, tudo para atrair os Fãs. E para nós brasileiros, tem sido bem melhor ver Amanda Nunes e Cris Cyborg do que os nossos representantes masculinos.

O debate sobre feminismo é complexo e merece plena atenção da sociedade, o caso do MMA é um exemplo de que nem sempre é necessária alguma intervenção em nível de lei ou campanha para empoderar a participação das mulheres no esporte. Mas isso não significa que em outras esferas não seja necessárias campanhas que promovam o empoderamento feminino. No caso do MMA, bastou passar a atrair fãs para alcançar o status atual e encabeçar os main-events.

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Tarcio Martins

31 anos, Engenheiro, faixa preta de Taekwondo e praticante de MMA

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