A Expansão do Ali Act

Você provavelmente conhece as duas maiores organizações de MMA do mundo, o Bellator MMA e o Ultimate Fighting Championship, mas com quase toda certeza do mundo, não deve conhecer o Muhammad Ali Act e muito menos o que podemos chamar de ‘A expansão do Ali Act’.

O Ali Act é uma Lei Federal norte americana que mudou as regras da Nobre Arte em favor dos lutadores, que com isso, conseguiram a tão sonhada proteção tanto dentro, quanto fora dos tablados de um ringue.

Começaremos nesta quarta-feira (22), uma série de reportagens sobre essa luta fora dos cages do mundo, para uma melhoria geral do Mixed Martial Arts.

Chapter 1: Conheça ‘A Expansão do Ali Act’: O Projeto de Lei vem amedrontando grandes franquias de MMA

Com passagens nessas duas organizações norte americanas, consideradas as duas maiores do mundo (UFC e Bellator), o paranaense Vinicius ‘Vina’, ou ‘Spartan’, não faz diferença, já que o mesmo, aposentado, pendurou as luvas de 4 onças mas não deixou de lutar pelo esporte, já que ao lado de grandes lendas do esporte, como o ex-campeão peso meio-pesado e peso pesado do UFC Randy ‘The Natural’ Couture, o ex-campeão dos meio-médios do extinto WSOF (MMA World Series Of Fighting) e Carlos Newton, que támbém é ex-detentor de um cinturão do UFC, está reivindicando na Corte Americana, uma expansão do Ali Act para o Mixed Martial Arts.

Com 34 anos de idade, o curitibano Vinicius Kappke De Queiroz, não entra em um cage para lutar desde fevereiro de 2016, após um controverso resultado na luta principal do Bellator 150, onde enfrentou o francês Cheick Kongo e saiu derrotado na decisão dividida dos árbitros laterais e contou que foi esse resultado,que o desmotivou de continuar sua carreira no esporte.

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Apresentando o Ali Act no Brasil:

Para esse 1º capítulo, em conversa exclusiva com o Tudo Sobre MMA, o ex-lutador paranaense, que junto com 58 congressistas, luta para implantar e sancionar a lei, explicou muito bem do que se trata essa lei e o que a expansão da mesma irá mudar no MMA caso seja aprovada primeiramente pela Câmara e depois pelo Senado Federal, para que finalmente possa chegar às mãos do atual presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump.

“O Ali Act é uma lei que foi implementada, sancionada no ano 2000. Ela foi criada para tirar o poder dos promotores de eventos, que estavam ‘tirando onda’, como se tivessem escravizando os lutadores, no caso, era o ‘Don King’, ex empresário da lenda Mike Tyson.

O corpo de sanção (Sanctioning Body) no Boxe, desde 1925 já era separado do promotor, isso quer dizer que, desde essa época, o Boxe já tinha um ranking que é respeitado, da mesma forma que nós estamos propondo no MMA, ter um corpo de sanção, que seja uma terceira pessoa, e não seja mais como é no UFC e no Bellator, já que as organizações, nesse caso, são os próprios donos de seus cinturões, são seus próprios ‘corpos de sanção’.

Como no Boxe era separado, o atleta chegava em 2º, 1º no ranking, ele havia conquistado aquela posição, ele podia lutar por um promotor ou por outro, que ele continuava naquela posição, então já não era tão ruim, quer dizer que o lutador já tinha um valor, mas o ‘Don King’ começou a fazer o quê? Ele chegava no primeiro do ranking e dizia: ‘Você quer lutar com o primeiro do ranking’? E o lutador respondia: “Claro que eu quero”, e King pedia para o lutador assinar um contrato de opção, no caso, para que o mesmo promovesse suas próximas 8 lutas, para ter uma segurança de que você (o lutador) não vá pegar o cinturão e sair correndo, com isso, vale a pena investir no evento e promover o lutador.

Ai o lutador assinava por 8 lutas com ele (King), então o empresário (promotor) seria sempre o dono do cinturão, pois o 1º do ranking, para lutar com o Mike Tyson, campeão na época, assinou o contrato de 8 lutas com ele.

Se esse 1º do ranking negasse assinar o contrato, ele iria procurar o segundo do ranking e dizia, vamos promover tal cara, contra o Tyson e ele só fazia isso, se o atleta assinasse contrato com ele. Ele só promovia luta pelo cinturão para o 1º, se ele empresariasse esse lutador e é isso o que o UFC e o Bellator fazem hoje em dia.

Essas organizações fazem isso hoje, não para promover o atleta e sim para restringir os lutadores (de lutarem em outras organizações), eles lutam para conseguirem contratos de longa data com os atletas.

No ano 2000, a lenda do Boxe Muhammad Ali junto com um senador foram até o Congresso Americano, com as informações de como funcionava o mercado do Boxe e criaram essa lei, que separou o promotor do corpo de sanção e começou a obrigar o nº 1 do ranking a lutar pelo cinturão no prazo de 1 ano e só isso já iria resolver quase todos os problemas do MMA.

Se conseguirmos estender essa lei do Ali Act que protege os boxeadores, para o MMA, teríamos isso:

Os promotores seriam promotores, o ranking seria cuidado por um 3º órgão que seria um corpo de sanção, como a WBA e WBC, teríamos um ranking que teriam os atletas que poderiam lutar ou no Bellator, ou no UFC, ou no ACB, não seria como agora, ou seja, o Ali Act é a lei que foi criada para tirar o poder do promotor, para colocar o atleta em uma mesa para sentar e saber o valor dele.

Com a lei expandindo, o evento terá que ser transparente e dizer o quanto ele ganha, o quanto ele paga para os atletas, quanto ele gastou com a Arena, quanto ele faturou com a bilheteria, quanto ele ganhou de patrocínios, então à partir da hora que o promotor for obrigado a ter transparência, o atleta saberá o quanto gerou para o evento e saberá também o quanto ele deverá embolsar no MMA”.

No ano de 2016, o ex-lutador da modalidade Markwayne Mullin juntamente com o ex-campeão do Ultimate Carlos Newton, iniciaram a luta para a expansão do Ali Act para o MMA e isso você irá ler no segundo capítulo da série ‘A expansão do Ali Act’.

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